terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Os pensamentos que saem na fumaça...

 
Os últimos dias que vivo agora estão com mais sentidos, atrelados aos sentimentos e aos constantes pensamentos que vem atribuído a essa utopia da perfeição, essa idéia de fugir de mim, de meu espaço, buscar novos ares, talvez buscar e trazer a tona quem sou nos pensamentos de domingo acrescentadas a essa depressão natural do dia esse meu “Eu” interno é a essência que carrego que são expressas e materializadas em momentos únicos, pode senti-la quando se sai no perfume da respiração, quando muito próximo um do outro a conseqüência disso é a reação, com as bocas... O beijo.
As certezas ainda estão na incerteza, sempre penso que tudo isso ainda é uma oração subornidada Adverbial, mas, e se não for? E se for verdade? Se for realidade?
Sinto-me como numa sala de espera de um hospital há dias sentado passando noites à base de cafezinhos, pensamentos, incertezas e esperanças, lendo, relendo e concluindo qual seria o verdadeiro pensamento ao expressar naqueles escritos seus a simplicidade do cotidiano, talvez tentado vir o que esta escrita no espaço de uma linha e outra.
Como diz o poeta músico diria que esse “teu sim foi um divisor de lágrimas, me deu sentido onde antes me perdi, foi cataclismo que virou o nosso mundo, foi um dilúvio que apagou o que sofri tanto silêncio envolvido em mistérios”... A canção retrata fielmente a definição do agora.
Assim fico a me imaginar, ainda aqui sentado frente ao relógio de parede esperando o que está por vim e sair por aquela porta entre aberta onde só vejo uma fresta de luz vinda em minha direção, mas ainda me mantenho inerte até essas horas se passarem e a porta se abrir.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Teorias da Cultura... Produção Cultural V

Produção Cultural

A produção cultural é um campo do conhecimento importante para a profissionalização dos produtores e agentes cultuais. Seu conhecimento compreende as várias etapas de constituição do produto artístico final, desde a concepção da idéia até os relatórios finais da prestação de contas.
Já no princípio das atividades é necessária equipe mínima de produção, composta por um profissional com conhecimento de todas as etapas da produção, outro com experiência no segmento cultural em questão e outro com técnica de projeto e marketing.
Todos os demais profissionais imaginados para o processo da produção poderão agregar-se futuramente ao projeto através de contrato temporário, quando os recursos que os remunerará já estiver disponível. 

2.1 Pré-produção

A pré-produção é a primeira fase de um total de três, nela acontecem as atividades que antecedem a produção em si. Provavelmente é a fase mais crítica porque já existirá necessidade de trabalho intenso embora a equipe mínima provavelmente não esteja sendo remunerada, ou seja, ainda está distante a captação de recursos até porque indefinições de projeto e objeto artístico serão sanadas justamente nesta fase.

Identificando necessidades

Quais são as necessidades básicas inicialmente indispensáveis para a constituição de um núcleo produtor cultural? Citando algumas de forma genérica (é lógico que necessidades específicas existirão para projetos distintos):
  • Equipe mínima produtora cultural composta pelas três especialidades explicadas no segundo parágrafo do item (2.)
  • Local físico onde poderão reunir-se pessoas e documentos ligados à produção
  • Um computador, impressora, telefone e acesso à Internet

Idéia e criatividade

As idéias deverão ser exaustivamente discutidas pela equipe inicial. Dentro de um processo criativo todos deverão opinar sobre qualquer aspecto, mesmo que não seja sua especialidade.

Pesquisa
Estando o produto artístico suficientemente delineado, faz-se necessária pesquisa dos recursos necessários para a viabilização da idéia cultural. Os resultados dessa pesquisa irão constituir o pré-projeto, o primeiro documento produzido pela equipe. Deverá ter o formato conciso, possibilitando que mais pessoas possam tomar contato com as idéias e proposições dos produtores.

Abaixo uma lista de verificação das informações que não poderão faltar após a pesquisa:
a)   O que é?
b)   Como é?
c)   Quando é?
d)   Onde é?
e)   Com quem é?
f)    Para quem é?
g)   Por que é?
h)   Como as pessoas ficarão sabendo que estou produzindo?
i)     Como as pessoas ficarão sabendo que o produto estará pronto?
j)    O que se precisa?
k)   Para quando se precisa?
l)     Quanto e quando custa?
m) Quanto e quando tenho?
n)   Quanto e quando posso obter?
o)   Onde posso obter recursos?
p)   Quais os serviços que posso obter gratuitamente e quanto eles custariam caso tivesse que pagar?
q)   Quais os materiais que posso obter gratuitamente e quanto eles custariam caso tivesse que pagar?
r)    Quanto e o que quero ganhar?
s)   Têm coerência as informações acima?
t)    Como avaliar o bom andamento da produção cultural?

Pré-projeto

Com as informações acima já é possível confeccionar o pré-projeto. Sua estrutura poderá seguir esses tópicos:
  • Descrição do projeto
  • Resultados culturais desejados
  • Estratégias de viabilidade

Teste de opinião

De posse do pré-projeto a equipe produtora convidará outros profissionais para contribuírem com idéias.
Principalmente é ora de escutar o público sobre o futuro produto artístico. O ideal é que ele agrade todos e que todos se sintam motivados a apreciá-lo. Mas isso não ocorre. Um espetáculo de teatro com conteúdo dramático terá um perfil de público distinto de um espetáculo infantil. Isso parece evidente, mas nem sempre a distinção é tão clara, mesmo para os produtores culturais com muita vivência em seu trabalho. A solução para tal questão é a aplicação do teste de conceito ao produto cultural. Após ouvir as pessoas, por amostragem, o produtor cultural terá certeza sobre quais públicos realmente são mais sensíveis ao seu produto. Normalmente surgem gratas surpresas, pois se verifica que o leque de público potencial para o produto é mais amplo que se imaginava.
Este item tem dois objetivos:
a) colocar em prova os conceitos do produto segundo a aceitação do público
b) Desenhar o público alvo para posterior uso em argumentos de patrocínio junto às empresas.
O produtor cultural não precisa usar técnicas sofisticadas para aplicar o teste de conceito. Basta selecionar pessoas de diferentes segmentos sociais, econômicos, geográficos, idades, sexo, etc, e sucintamente mostrar qual a proposta cultural do projeto. Colherá as impressões dos entrevistados e trabalhará no texto do projeto adequando a estrutura mercadológica ao público-avo detectado na pesquisa.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Teorias da Cultura... Produção Cultural IV

Marketing Cultural

Na primeira metade do século XX o empresário norte americano Rockefeller precisou “limpar” sua imagem, ele havia sido duramente criticada pela sociedade. Interpretado como empresário mercenário e injusto, capaz de arrasar concorrentes e agir com pouca ética no mercado, Rockefeller contratou os serviços de comunicação com objetivo de reverter sua imagem para algo positivo.
Dentre outras ações de ordem social, a apoio à cultura foi decisivo para o alcance desse objetivo. Em pouco tempo Rockefeller teve seu nome ligado às artes e à filantropia o que lhe rendeu ganhos estratégicos tanto no mercado quanto nos relacionamentos políticos. Ainda hoje a fundação Rockefeller é ícone das ações sociais e culturais em boa parte do mundo. Por esse histórico atribui-se ao empresário o título de primeiro beneficiário do Marketing Cultural
Conceitualmente Marketing Cultural é o conjunto de estratégias mercadológicas vinculadas à uma ação artística e que tem por objetivo comunicar o produto de uma empresa para seu mercado. Para que seja bem sucedido, o Marketing Cultural deverá acontecer dentro de um ambiente de troca, em que a empresa patrocina a ação artística dotando-a de recursos (financeiros e/ou materiais) necessários à sua produção. A ação artística já consolidada deverá dar retorno promocional à empresa patrocinadora através da propaganda, merchandising, geração de mídia, etc.

Papel do estado

Cabe ao estado regular as relações ocorrentes dentro do mercado cultural. Não só as Leis de Incentivo fazem parte dessa competência, como também a responsabilidade por financiamentos de setores artísticos “não comerciais” (sem interesse mercadológico) continuam como política pública, tal qual a educação e saúde também são.
Principalmente o estado tem o dever de ser o maior fomentador da cultura, porque é capaz de reunir condições e legitimidade necessárias para os segmentos artísticos que não forem percebidos como oportunos ao investimento privado.


Oportunidades das empresas

Se a empresa é patrocinadora dentro de uma lei de incentivo à cultural (seja ela federal, estadual ou municipal), seu primeiro ganho será o tributário, deixará de recolher parte do imposto (IR, ICMS, ISS, etc.) aos cofres públicos e em compensação investirá recurso próprios na ação artística patrocinada.
Mas esse é parte do ganho, conforme uma empresa vincula sua imagem ao projeto cultural ela terá benefícios de comunicação. Na medida em que o público alvo da ação artística recebe a comunicação do evento (uma exposição, projeção audiovisual, aquisição de acervo, etc.) o produto da empresa patrocinadora também se comunica com esse público e daí alguns fenômenos mercadológicos são esperados: Maior conhecimento do produto, impulso de compra, diferenciação em relação à concorrência, entre outros.
Uma terceira onda de benefícios pode acontecer de forma indireta (ou planejada, conforme o caso). Pelo fato da empresa patrocinadora ser identificada como aquela que proporcionou a oferta do produto artístico, parte do público irá tê-la como bem feitora, organização socialmente respeitada. Nesse aspecto o ganho é medido pelo incremento positivo na imagem institucional da empresa. Em ambiente de alta competição isso pode fazer a diferença.

Responsabilidades das organizações culturais
Embora o texto acima cite em maior quantidade o artista como proponente dos projetos culturais, também as organizações culturais, principalmente as de propriedade privada sem fins lucrativos, enfrentam as mesmas dificuldades de viabilidade e manutenção de suas atividades.
Aliás a tendência é que agrupamentos de artistas com atividades afins organizem-se através de associações, fundações, sindicatos e cooperativas. Dessa forma conquistam maior representatividade e ganho de escala no desenvolvimento dos projetos.
O principal problema dessas organizações nem sempre é a falta de recurso financeiro. Como qualquer organização elas necessitam das competências gestoras para sobrevier no mercado competitivo. Em princípio é estranho pensar em competição nesse caso, mas de fato ela existe, talvez não na oferta dos produtos, mas na captação de recursos. Uma grande empresa recebe diariamente dezenas de projetos culturais carentes de recursos. No final de um ano apenas alguns terão sido agraciados.
Observando essa questão percebe-se que a área de marketing e projetos da organização cultural tem que ser fortemente profissionalizada e pró-ativa. De fato o marketing para organizações sem fins lucrativos difere em detalhes do marketing tradicional, embora os fundamentos permaneçam os mesmos. Sucintamente o marketing dessas organizações tem que agir em dois campos simultaneamente: Captação dos recursos (atração de patrocinadores, principalmente) e a oferta do produto artístico (atração do público para o evento cultural). Em quase todo estatuto de fundação, muito provavelmente o objetivo das organizações (ou sua missão) consta o dever de proporcionar à sociedade o acesso às ações e acervos culturais.

Envolvimento da sociedade

A sociedade é o fim de qualquer projeto cultural, seja ele restrito a um público diminuto ou próprio para o consumo em larga escala. Por outro lado o gosto artístico não é espontâneo ao ser humano, precisa sim ser cultivado. Por exemplo, levando-se em conta que culinária também é cultura, o que define o prazer por cardápios específicos é a exposição que a pessoa em questão teve ao modo cultural de se comer. Em grande parte nossas preferências são plantadas na infância.
O raciocínio é o mesmo quando se percebe a aparente aversão de grande parte do público infanto-juvenil para a pintura e música clássica, por exemplo. Em um contexto educativo e de exercício cultural que irá expor essas crianças ao mundo clássico das artes, é provável que a própria exposição destas ao produto cultural já seja suficiente para o exercício da experimentação futura, evitando-se a simples recusa pelo estranhamento ao objeto artístico. Com relação à arte popular, lógico, ela já faz parte da experimentação de muitas crianças. Não são raros os projetos sociais de cunho cultural voltados à música popular ou regional que a utilizam como instrumento de resgate das crianças em situação social de risco.
Cultura é assim, quanto mais ofertada, maior será a demanda por ela. Não existe um ponto de saturação. Em grande media a protagonista do mercado social é a sociedade. Projetos artísticos bem sucedidos foram capazes de detectar na sociedade suas demandas mais prementes, transformando-as em benefícios mercadológicos para os potenciais patrocinadores. Muitas vezes o público desejado por uma empresa é o mesmo público também desejado pela ação artística. Eis aí o princípio de uma boa estratégia de captação recursos.

Agentes Culturais

O agente cultural se distingue do produtor na medida em que seu vínculo é permanente com o produto artístico. Um produtor cultural poderá vincular-se à vários projetos durante um ano, nos mais diversos segmentos. Normalmente o agente cultural é parte integrante de uma equipe em uma organização cultural ou é o próprio artista em busca da viabilidade de sua obra. Todas as explicações dadas até aqui e que serão complementadas até o fim do texto servirão indistintamente tanto para os agentes culturais como para os produtores.
O agente cultural quase sempre tem que ter duas qualificações. Além de profissionalizar-se na área de atuação (bibliotecas, museus, teatro, etc.) ele também terá que ter bons conhecimentos de produção cultural. Tal qual o produtor, ele estará entre a emoção e a razão, logicamente com um envolvimento mais profundo pelo objeto cultural haja visto que sua permanência na ação não é transitória.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Teorias da Cultura...Produção Cultural III

O que é cultura?

A sociologia diz que cultura é tudo aquilo que o homem cria e produz e o resultado dessas suas ações o reconstrói continuamente. O homem transforma e é transformado em sociedade. Para efeito dos estudos em produção artística, cultura será empregada como sinônimo de arte. Dessa forma entendemos os vários segmentos culturais com os quais a produção cultural poderá trabalhar, dentre eles: Artes Plásticas, Artes Cênicas, Literatura, Humanidades, Audiovisual, Patrimônio Cultural e Música.
Interessante notar que o tema da cultura tem uma aceitação quase unânime na sociedade. Infelizmente ela não se constitui em prioridade de política pública em alguns países, por exemplo, o Brasil. A justificativa é que os orçamentos públicos insuficientes são direcionados para as áreas de maior impacto social: Saúde, Educação, etc. Nessa medida é que as necessidades genuínas de oferta da cultura são supridas em parte pela iniciativa privada, incentivadas por leis, financiadas através do marketing cultural, viabilizadas por doações entre outras formas.

Produto Cultural

O resultado da ação artística quando colocada disponível para o público constitui-se em produto cultural. Independente se esse público pagou um valor financeiro ou não, o fato de estar em contato com a obra artística já determina o consumo.
O produto cultural não poderia fugir das regras econômicas que regem quase todos os aspectos das sociedades capitalistas. Antes de existir ele necessita de investimentos que irão dar conta dos custos de concepção e projeto. Em seguida sua viabilidade passa pelas estratégias de produção, distribuição e divulgação. Na verdade, viabilizar cultura é empreender em uma atividade que necessitará de todos os quesitos corriqueiramente utilizados na gestão de negócios. O recurso financeiro inicial é fundamental, poucos são os artistas e organizações culturais que possuem capital próprio para o investimento em suas atividades. A captação de recursos supre essa necessidade e várias técnicas são utilizadas para isso, desde a beneficência das doações até as mais elaboradas propostas de comunicação empresarial que utilizam a ação artística como veículo promocional do patrocinador.

Produção Cultural

Difícil exigir do artista, além do talento cultural, as habilidades gestoras de viabilidade da própria arte. Poucos conseguem eficácia no desempenho desse duplo papel, por um lado a emoção que faz nascer o objeto artístico, por outro a razão que interpreta regras e normas de mercado.
Por isso o papel do produtor cultural como intermediário entre o artista e o empresariado é fundamental. Ele é suscetível à emoção criadora do objeto artístico, mas compreende os obstáculos e oportunidades próprias da viabilidade desse objeto para o público.
Dentre as competências do produtor destacam-se: Confecção do projeto prevendo a operacionalização artística, conhecimento das fontes de recursos, experiência mercadológica na captação de recursos privados e gestão dos processos operacionais e administrativos quando da implantação do projeto.

Incentivo à Cultura

Menos de um século antes de Cristo um romano afortunado utilizava seus recursos pessoais para ajudar artistas e suas obras. Hoje seu nome, Mecenas, tem o significado de pessoa ou organização privada que patrocina a viabilidade da arte. Patrocínio, nesse caso, significa uma troca: O artista ganha os recursos necessários para viabilizar sua obra e o Mecenas recebe os benefícios mercadológicos do vínculo de sua imagem, marca ou produto com a obra artística.

As leis de incentivo à cultura no Brasil deram impulso à essa dinâmica de troca. O atrativo primeiro para o empresariado foi tributário, por exemplo a Lei Rouanet (8.313 de 23-12-91) permite desconto sobre o Imposto de Renda para as empresas e pessoas patrocinadoras da cultura. Como o próprio nome diz, a lei tem que servir apenas de incentivo ao mercado, entendido que futuramente ela será revogada e a partir de então parte do mercado cultural terá condições de sustentabilidade porque estará suficientemente profissionalizado e capitalizado. Logicamente uma parcela representativa das pessoas e organizações artísticas não terão condições concorrenciais e continuarão dependentes dos aportes de recursos públicos, comumente conhecidos com financiamentos a fundo perdido ( o Fundo nacional da Cultura é um exemplo).

Teorias da Cultura...Produção Cultural II

Cultura e Mercado

Alguém que escreva uma poesia e a deixe na gaveta não está sujeito às dificuldades impostas pelo mercado cultural, embora tenha produzido arte. O consumo do produto artístico é o elo mais importante do processo na medida em que o artista deseja que seu produto seja apreciado pelo público e espera dessa forma remunerar-se para suprir as necessidades de sobrevivência e reinvestimento na própria atividade. Nessa condição a cultura tende a sofrer os efeitos de mercado: Concorrência, distribuição, preço, promoção, etc.
Em uma sociedade global hegemonicamente capitalista, o artista é considerado “profissional”, cujo sentido explicita um local social definido dentro de uma divisão do trabalho: Ele produz arte, tal qual o marceneiro fabrica móveis. De fato o artista não se iguala em todos os aspectos aos demais profissionais. Não se aprende o ofício de artista tal qual se pode conquistar a formação em engenharia pela simples decisão de carreira. É verdade que o aperfeiçoamento das habilidades acontece ao longo da vida do artista, seja através da formação em instituições de ensino ou em estudos autodidatas, mas é imprescindível um talento anterior ligado principalmente à sensibilidade artística, que se supõe nata.
Para solucionar essa incongruência presente no artista, sua sensibilidade tendo que conviver e adaptar-se às racionalidades que regem a economia, séculos atrás surgiu o mecenas, aquele que com sua fortuna incentivava os artistas através da salvaguarda financeira.
Hoje o papel do mecenas é substituído pela regulamentação do estado que institui proteção e preservação dos bens culturais e incentiva atividades artísticas através de recursos públicos. Mais recentemente as leis de incentivo à cultura recolocaram nas mãos da iniciativa privada as decisões de investimento artístico ofertando o benefício fiscal como atrativo. Em grande parte as chances de viabilidade financeira do produto cultural ou está na captação de recursos privados (doações ou investimento em marketing) ou é possível através dos recursos públicos.
Sabendo que as demandas culturais são maiores que os recursos públicos disponíveis, a produção cultural volta-se cada vez mais para soluções privadas. Dentre elas o marketing cultural é o que está em evidência, talvez pela própria promoção que as leis de incentivo fizeram dele.

Teorias da Cultura...Produção Cultural I

Nos últimos anos a produção cultural brasileira tomou impulso com a especialização do mercado motivado pelas leis de incentivo. Nos grandes centros urbanos pode-se ver a evolução da oferta cultural, um grande favorecimento para o público, mesmo para aqueles sem renda para consumo da arte.
O mecanismo aparentemente é simples, as empresas têm orçamento definido para suas ações promocionais, parte dele é destinado para a “comunicação cultural”, ou seja, a estratégia de marketing que vincula a imagem de um produto cultural ao produto de consumo da empresa. Sabendo-se que cultura (nesse contexto sinônimo de arte) transmite imagem de idoneidade e aproxima o público do produto através de vínculos emocionais, tal estratégia é fator essencial de diferenciação em um mercado cada vez mais concorrente.
Mas ficou à margem desse processo a maioria absoluta dos municípios brasileiros. O marketing cultural, nos moldes do que se pratica nos grandes centros urbanos, não subsiste em cidades de pequeno e médio porte. A estratégia de comunicação cultural depende de uma escala regional, na maioria das vezes nacional, de distribuição para que o investimento em marketing alcance os objetivos da empresa patrocinadora.
Mesmo a Lei Rouanet é própria para empresas com grande lucro líquido, pois o desconto no Imposto de Renda só será relevante quanto maior for a diferença positiva entre receitas e despesas operacionais.
Portanto, as formas de se viabilizar cultural em um município como Iguatu não podem se espelhar inteiramente nos mecanismos funcionais em capitais e grandes centros urbanos. O marketing cultural não incentivado por lei e principalmente a arquitetura cultural montada por parcerias, apoios e consórcios de patrocínio são fundamentais para viabilizar projetos e ações artísticas.
Também é diferente o mecanismo de catálise do processo produtivo da cultura na sociedade civil e organizações culturais dos municípios de médio porte. Não bastam as leis de mercado, é essencial a participação do governo municipal ofertando ambiente incubador dos futuros agentes e/ou empreendedores culturais.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

A Força do Movimento...

Movimento muda, movimento que tira e coloca, a juventude em constante união é capaz de mudar e até mesmo de incomodar os mais conservadores, a juventude doa sua força para os movimentos sociais e levanta suas bandeiras aquecidas as palavras de ordem dentre os gritos de indignação dentre os braços levantados a juventude passa suas mensagens com união, uma união legitima e articulada, articulada por uma luta real e verdadeira é isso que faz a mudança porque isso é movimento e movimento muda!
A força do movimento social enraizado na base, nos pensamentos que querem uma mudança seja essa mudança, no movimento estudantil, no movimento cultural, nos poderes legislativo, executivo e judiciário, seja na comunidade e até mesmo em nossa casa, a juventude mostra que é capaz de se articular rapidamente com um objetivo comum, com pensamentos iguais e verdadeiros porque acreditam em uma mudança breve.
A Juventude Iguatuense articulada aos poucos mostra sua força, a força capaz de mudar ocupando diversos espaços de coletividade, buscamos contagiar com nossa luta os que estão ao nosso redor, sabemos que isso incomoda até porque o incomodo chega para quem não está habituado a mudanças, mas a mudança esta ai diariamente e é isso que fazemos somos um veiculo do progresso, do desenvolvimento, somos um veiculo de movimento.
Recentemente podemos mostrar nossa força em vários espaços eletivos como na conferencia Municipal e Territorial de Juventude, na conferencia Regional LGBT, na conferencia Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e mais recentemente ainda podemos mostrar essa força na Eleição do Conselho Tutelar elegendo a companheira Natália Mendes observando o contexto dessa eleição onde vários eleitores não sabiam ou não mostravam interesse em contribuir com seu voto diante de uma competição apoiada por grandes políticos de referencia, a juventude articulada sem nenhum investimento realizou um verdadeiro trabalho de militância e em pouco tempo de campanha elegemos em segundo lugar com 879 votos legítimos e consciente uma representação nossa, a juventude mostra sua força e sua articulação e de agora em diante nos fortalecemos mais ainda e esperamos você jovem que se una a gente, participe e protagonize sua história com a gente não deixem que outros escolham por você pois como diz a palavra de ordem: Alerta juventude, a luta é quem muda o resto só ilude!