6ª edição da Primavera dos Museus, temporada anual de eventos coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), começa nesta segunda-feira (24/9) e vai até domingo (30). Mais de 800 museus e outras instituições culturais participam do evento, em 364 municípios do país.
O tema deste ano é “A Função Social dos Museus”, em uma homenagem aos 40 anos da Declaração da Mesa Redonda de Santiago do Chile. A partir da assinatura da declaração, em 1972, os museus passaram a ser entendidos como instituições a serviço da sociedade com importante papel na formação da consciência das comunidades.
A programação conta com exposições, seminários, oficinas, palestras, instalações, mostras de filmes, dentre outras atividades. Em comparação à edição do ano passado – que teve como tema Mulheres, Museus e Memórias -, houve aumento de 36% no número de instituições cadastradas. Já o número de eventos (2.405) teve acréscimo de 35%, em 2012.
O Museo Etnolóxico, na Espanha, também participa desta 6ª edição da primavera, com ação educativa. É a primeira vez que uma instituição de outro país integra a temporada de eventos.
Clique aqui e confira a programação completa.
*Com informações do Ministério da Cultura
Em Iguatu...
No
Museu da Imagem e do Som Francisco Alcântara Nogueira fica assim definida a
programação semanal:
·Dia 24/09 as 9h – Esquete Teatral e Visita
Guiada;
·Dia 25/09 as 9h – Apresentação dos
alunos da Escola de Música Erudita Maestro Eleazar de Carvalho e Visita Guiada;
·Dia 26/09 as 8h – City Tour (passeio
pelos pontos turísticos da cidade); as 9h Esquete Teatral e Visita Guiada;
·Dia 27/09 as 9h – Apresentação dos
alunos da Escola de Música Popular Humberto Teixeira e Visita Guiada
·Dia 28/09 as 9h – Esquete Teatral e Visita
Guiada;
·Dia 28/09 as 19h – Esquete Teatral e
logo depois Palestra com o tema “A Função Social dos Museus”.
O Senado aprovou no dia 12 de Setembro a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Cultura que estabelece os princípios do Sistema Nacional de Cultura e a aplicação de mais recursos públicos, de forma progressiva, para o desenvolvimento do setor. Com 54 votos favoráveis em segundo turno, a matéria foi aprovada pela totalidade dos senadores presentes e segue para promulgação da presidente Dilma Rousseff.
De autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a PEC acrescenta o artigo 216-A ao texto constitucional, criando o Sistema Nacional de Cultura e definindo transparência e controle social do setor cultural, a partir da implementação de conselhos de cultura, fundos de cultura e outras formas de participação nas políticas públicas de produtores culturais e da comunidade em geral.
O Sistema Nacional de Cultura tem como objetivo ainda uma maior integração das três esferas de política cultural, incluindo administrações municipais, estaduais e o governo federal.
No relatório, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça em agosto, a então senadora – e agora ministra da Cultura – Marta Suplicy afirma que, apesar dos avanços obtidos na facilitação do acesso às fontes de cultura, ainda falta ao poder público um sistema que articule as ações culturais dos três níveis de governo.
O Ministério da Cultura firma acordos de cooperação com estados, municípios e o Distrito Federal desde 2009. Assim, vem sendo montado o embrião do Sistema Nacional de Cultura, que até o início do mês passado recebeu a adesão de 1.173 municípios e 22 estados.
A estrutura do sistema terá: Secretaria de Cultura, Conselho de Política Cultural, Conferência de Cultura, Comissão Intergestores, Plano de Cultura, Sistema de Financiamento à Cultura (com Fundo Nacional de Cultura), Sistema de Informações e Indicadores Culturais, Programa de Formação de Gestores Culturais e sistemas setoriais de Cultura.
*Com informações da Agência Brasil e do site do Senado
Marta Suplicy assumiu na manhã desta quinta-feira (13/9) o comando do Ministério da Cultura, durante cerimônia de posse realizada no Palácio do Planalto, com presença da presidente da República, Dilma Roussef, do vice-presidente Michel Temer, da ministra-chefe da Casa Cilvil, Gleisi Hoffmann, do presidente do Senado, José Sarney, e da ex-ministra da Cultura, Ana de Hollanda.
Em seu discurso, a nova ministra agradeceu o convite e destacou o papel da cultura como identidade do povo brasileiro. “Existe também a realização de trabalhar numa área que aprecio e sei de sua relevância. Mas, mais que tudo, é trabalhar sob o comando de uma mulher forte, arretada e competente, a quem admiro e com quem dialogo muito bem”, disse Marta.
Em entrevista coletiva, a ministra Marta Suplicy recusou-se a comentar temas polêmicos da gestão anterior. “Sobre todos os temas polêmicos que foram da gestão da Ana, eu não vou me posicionar hoje. Eu vou estudar o ministério, mergulhar no ministério e, quando tiver uma ideia clara e formada sobre o assunto aí vou me pronunciar. Seria absolutamente leviano fazer nesse momento”, disse a nova ministra.
Ela antecipou que vai se dedicar, inicialmente, para a aprovação do Vale Cultura, que prevê R$ 50 para trabalhadores, servidores públicos federais e estagiários que recebem até cinco salários mínimos, e R$ 30 a aposentados. “Vou me debruçar sobre o Vale Cultura e vamos ver se a gente consegue aprovação na Câmara, porque, junto com a aprovação, ontem, do Sistema Nacional de Cultura, estaremos dando um passo gigante”.
Marta Suplicy ressaltou que não está preocupada com grupos de artistas antagônicos entre si e com sua pressão sobre o ministério. “Como eu não pertenço a nenhum grupo, eu vou ouvir todos, não estou preocupada com isso. Eu estou é vendo o extenso trabalho que eu vou ter para ouvir todo mundo e tomar minhas posições. É a isso que eu me proponho no momento. Hoje eu já ouvi uma diversidade de propostas, pedidos, colocações que eu vi que o ministério é uma coisa extremamente rica, diversa, profícua. A minha posição é de humildade”, explicou.
Os "Anos de Chumbo" - como é conhecido o período da ditadura militar brasileira (1964-1985) - são prolíficos para o cinema. Alguns filmes focam figuras quase que lendárias dessa época (Zuzu Angel, Lamarca); outros preferem contar casos isolados relacionados à ditadura e de grupos que se armam contra o regime (O Que É Isso, Companheiro?, Ação Entre Amigos); outros fazem uma reflexão mais lúdica e pessoal sobre as crises pessoais que esse momento político provocou nos personagens (O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias, Cabra Cega). Batismo de Sangue também se passa nos "anos de chumbo" e é capaz de reunir todos esses elementos, além de relacionar dois conceitos que raramente caminham juntos em produções sobre a ditadura: a política e a fé.
Batismo de Sangue é baseado em livro homônimo escrito por Frei Betto, frade dominicano e escritor. Autor de 54 livros, editados no Brasil e no Exterior, estudou Jornalismo, Antropologia, Filosofia e Teologia. A publicação, que ganhou o Jabuti (principal prêmio da literatura brasileira) em 1985 e encontra-se na 18ª edição, é um livro de memórias sobre suas experiências durante a ditadura. Quando estava num convento de frades, no final dos anos 60, envolveu-se na resistência contra o regime e é esta a história contada no filme, que foca quatro freis: Betto (Daniel de Oliveira), Tito (Caio Blat), Fernando (Léo Quintão) e Ivo (Odilon Esteves). Movidos pelos ideais cristãos de apoiar seu povo, que se encontra em crise por conta do golpe militar, apóiam a Ação Libertadora Nacional, comandada por Carlos Marighella (Marku Ribas). As prisões e eventuais torturas de Tito, Fernando e Ivo levam a história a conseqüências drásticas para todos os personagens.
Foto Divulgação
O quinto filme dirigido por Helvécio Ratton (Uma Onda no Ar) ganha força ao focar uma história incomum acontecida no período da ditadura. Por dar atenção ao envolvimento de religiosos, e até mesmo da Igreja Católica, no regime político da época, a produção mostra ao espectador uma relação poucas vezes imaginada, mas que existiu. Além disso, Batismo de Sangue traz cenas realistas das torturas realizadas contra os protagonistas. Elas chocam por serem muito bem filmadas, mostrando a violência e a crueldade de forma explícita. Dirigido de forma madura, o filme traz excelente reconstituição de época e interpretações memoráveis, especialmente no caso de Caio Blat, que encarna de forma emocionante as torturas sofridas por Frei Tito - não somente as que ele sofre na prisão, mas principalmente as posteriores, realizadas em sua própria mente. Tito perde a razão e a crença em seus ideais, até então tão firmes até o momento em que sofre cruéis torturas, lideradas pelo delegado Fleury (interpretado por Cássio Gabus Mendes, em raro momento como vilão em sua carreira, marcada por "mocinhos"). Blat é capaz de mostrar com maestria o estado de degradação no qual se encontra o personagem na evolução da trama, até culminar com seu suicídio (cena que abre o filme).
No entanto, Batismo de Sangue sofre com alguns problemas, a começar pelo roteiro. Alguns diálogos são tão "certinhos" que soam falsos, mesmo que envoltos numa aura de realismo concebida pela equipe do filme. A estrutura da produção também tem momentos problemáticos; algumas cenas parecem estar perdidas no meio do turbilhão de acontecimentos desencadeados à volta dos personagens. Mas o fato da produção misturar valores aparentemente antagônicos, além de ser muito bem dirigido tanto nas cenas mais introspectivas, envolvendo a fé e a razão dos personagens, quanto nas de ação, faz com que seu saldo permaneça positivo. Intenso e realista, Batismo de Sangue mostra essa história tão pouco contada não somente no cinema brasileiro, mas principalmente nos livros de História.
Os relatores dos grupos de trabalho do seminário Desafios dos Marcos Legais para a Economia Criativa apresentaram nesta quinta-feira (12/7) propostas para a redução de tributos, regulação de profissões e criação de uma lei geral da economia criativa.
No âmbito tributário, o advogado Marcelo Coimbra defendeu a ampliação do Supersimples para as diversas atividades da economia criativa. Ele também propôs a redução da carga tributária na aquisição de hardware e software e do INSS sobre o faturamento.
Já o advogado Rafael Neumayr destacou a necessidade de abertura de linhas de crédito para os artesãos e a revisão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), para permitir a destinação de recursos para eventos. Neumayr pediu ainda a formação em educação física para os mestres de capoeira.
Outra reivindicação apresentada no seminário foi a regulamentação da profissão de dança e a redução de tributos para veículos usados no circo. O advogado Rodrigo Vieira Costa, que atua na área de direito da propriedade intelectual, pediu a regulamentação da profissão de arqueólogo.
O estudante de Audiovisual Alexandre Costa criticou a falta de discussões sobre mudanças na Lei do Direito Autoral que, em sua opinião, dificulta o acesso a muitos produtos culturais.
O diretor de Desenvolvimento e Monitoramento da Secretaria de Economia Criativa do Ministério da Cultura, Luiz Antônio Gouveia, afirmou que medidas de desoneração de certos setores ou cadeias produtivas poderão ser encaminhadas com mais celeridade. Já as outras soluções, que passam por uma discussão no Congresso, principalmente na área previdenciária e trabalhista dos setores criativos, deverão levar mais tempo de maturação e discussão. “As propostas encaminhadas são muito ricas. Algumas de alta complexidade e outras de aplicação imediata”, disse.
O evento foi organizado por três comissões da Câmara (de Educação e Cultura; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Turismo e Desporto), em parceria com o Ministério da Cultura.
Em Agosto é mês de cinema em Iguatu, de 13 a 19 de Agosto a cidade receberá mais uma edição da Mostra de Cinema de Iguatu realizado pela Ong Aguaboa Cultural nesse período a cidade de Iguatu será o cenário de importantes filmes, mostras especiais, debates, oficinas, workshop e itinerância, com o objetivo de aproximar o público das produções brasileiras em especial no cenário audiovisual cearense.
A partir da necessidade de estimular e apresentar obras cinematograficas em localidades que não tem salas de exibição e promover uma aproximação a partir das discurções promovidas com cineastas e produtores, a III mostra contará com oficinas oferecidas gratuitamente para o público de Iguatu e região tendo como pré requisito apenas o interesse na área do audivisual. Visto que a cidade não conta com salas de cinema, diversos lugares da região carecem de salas de exibição de produções cinematográficas a mostra levará a 7ª arte a praças, comunidades rurais e pretende democratizar o acesso aos produtos audiovisuais a toda a população.
Kamille Costa e Cesar Teixeira Idealizadores da Mostra
chegando a sua 3ª Edição a mostra vem ganhando anualmente o público iguatuense e leva a cidade as novidades das produções audiovisuais no Brasil, esse ano a mostra tem mais inovações e uma maior abrangencia e dentro da programação será oferecido oficinas culturais dentre elas já estão abertas as inscrições para a OFICINA MEU 1° FILME- CELULAR E OUTRAS MÍDIAS com Sara Benvenuto, as vagas serão com limite máximo de 20 pessoas com inscrições gratuitas realizadas nos dias 15 e 16 de Agosto no SESC Iguatu das 14h as 18h, as incrições poderão ser feitas através do e-mail mostra.cinema@yahoo.com.br solicitando o formulário de inscrição.
A produção e a idealização da mostra vem dos iguatuenses Cesar Teixeira e Kamille Costa que com muita força de vontade buscam parcerias com instituições culturais, poder público Estadual e Municipal, imprensa e amigos para dar uma maior sustentabilidade ao projeto e oportuniza a cidade de se manter atualizado no cenário do audiovisual do estado e do páis.
Uma das maiores novidades dessa edição é o troféu "Aguaboa" que na oportunidade homenageará profissionais por suas realizações no setor audiovisual.
Confira Abaixo uma breve mostra dos filmes selecionados para compor a programação da Mostra.
Serviço
III Mostra de Cinema de Iguatu
Data: 13 a 19 de Agosto
Oficina Meu 1º Filme-Celular e Outras Mídias Data: 15 e 16 de agosto Horário das 14H00 às 18H00 Local: SESC Iguatu
Algumas pessoas parecem predestinadas a uma experiência de vida fascinante. Os irmãos Villas-Bôas, sem sombra de dúvida, fazem parte deste seleto grupo. Largando o conforto da cidade grande para viver no meio do mato e em companhia dos índios, suas conquistas são muitas, sendo impossível fazer pouco da criação do Parque Nacional do Xingu (1961), a mais significativa e emblemática de todas. Inspirado na história real desses sertanistas, Xingu foi dirigido por Cao Hamburger a convite de Fernando Meirelles, que produziu o longa e recebeu o projeto das mãos do filho de Orlando Villas-Bôas. Misturando doses sutis de drama, suspense, aventura e ação, a trama mostra desde os primeiros passos - mata adentro - dos três irmãos, Orlando (Felipe Camargo), Cláudio (João Miguel) e Leonardo (Caio Blat), até a criação do parque propriamente dita, revelando os efeitos paralelos que essa convivência com os nativos causou nas relações entre as três partes: brancos, índios e os Villas-Bôas. Com a maioria das cenas rodadas no Tocantins, é difícil não ser capturado pelas belas imagens, aliadas da fotografia e a trilha de dois parceiros de outros "carnavais" do diretor: Adriano Goldman e Beto Villares, respectivamente.
Fotografia de Beatriz Lefèvre
Dotado de algumas boas frases ("Terra desocupada tem dono") e fortes constatações, como o fato de que "civilizar" iria destruir os índios e que uma "fronteira", paradoxalmente, seria a única salvação para eles, o ponto fraco do longa pode estar no roteiro do cineasta em companhia de Anna Muylaert. Provavelmente encurralados entre um grande volume de informações e a vontade de usá-las, o que se vê na sala escura, em alguns momentos, são licenças criativas para a narrativa seguir seu rumo, mas não sem se perder na hora de gerar um maior envolvimento no espectador.
Não se trata, porém, de um filme frio. Longe disso. Mas a opção por velar relacionamentos amorosos, além de flechadas no preconceito e em questões de ordem política, não fazem "sangrar muito o coração" de quem senta diante da obra. Como resultado, cenas que poderiam ir mais fundo ficaram superficiais, apesar do apelo visual, como aconteceu na sequência da infestação da gripe ou na outra da aldeia atacada por brancos. Ainda assim, mesmo que você não seja alguém antenado nos crimes contra o meio ambiente ou, quem sabe, nunca se interessou pelas causas indígenas, seria igualmente criminoso deixar de assistir essa produção bem realizada. Um filme sobre os três "heróis" brasileiros, desbravadores indicados ao Nobel da Paz, que lutaram para preservar nossas origens. Afinal, se fossem lideradas por outros, essas expedições para o progresso teriam um resultado bem diferente porque eles souberam respeitar o igual: o ser humano.
Trailer Oficial
FICHA TÉCNICA
Direção: Cao Hamburger Produção: Fernando Meirelles, Andrea Barata Ribeiro, Bel Berlinck Roteiro: Elena Soarez, Cao Hamburger, Anna Muylaert Direção de Fotografia: Adriano Goldman, ABC Direção de Arte: Cassio Amarante Produção de Elenco: Patricia Faria, Cecília Homem de Mello Produção de Elenco Indígena: Francisco Accioly Montagem: Gustavo Giani Música: Beto Villares Supervisão de Pós Produção: Hugo Gurgel Desenho de Som e Mixagem: Alessandro Laroca, Eduardo Virmond Lima, Armando Torres Jr. Som Direto: Paulo Ricardo Nunes Figurino: Verônica Julian Caracterização: Anna Van Steen
Diretor de Produção: Marcelo Torres Diretora Assistente: Márcia Faria Produtora Executiva: Bel Berlinck, Andrea Barata Ribeiro Empresa Produtora: O2 Filmes Co-produção: Globo Filmes Distribuição: Downtown Filmes, Sony Pictures e RioFilme Elenco: João Miguel (Claudio Villas Boas), Felipe Camargo (Orlando Villas Boas), Caio Blat (Leonardo Villas Boas), Maiarim Kaiabi (Prepori) Awakari Tumã Kaiabi (Pionim), Adana Kambeba (Kaiulu) Tapaié Waurá (Izaquiri), Totomai Yawalapiti (Guerreiro Kalapalo) Participação Especial: Maria Flor (Marina), Augusto Madeira (Noel Nutels), Fabio Lago (Bamburra)