domingo, 20 de março de 2011

De malas prontas...

No canto do quarto as coisas se juntam e retornam aquela velha mala que não tinha mais serventia parecia que eles vinheram para ficar, de coração partido com dor no peito, medo de sair mais uma vez, os corpos se afastam como se em uma profecia que sempre se renova... O mundo a fora mais uma vez leva para longe para quem parte para não mais voltar, as vidas mudam rapidamente e consideravelmente como se por pequenas coisas o destino de todo o mundo, em outros corpos realmente a história se repete o amor acumulado se é contido pela carencia até mesmo de um simples abraço, a saudade é reprimida pelos pensamentos, os ideais e as lembranças foram queimadas, todas as pistas e os rastros foram embora como se tivessem mudado de endereço...e os planos? e os sonhos? e o amor?...
De malas prontas a porta se bate pela última vez, e aquele que um dia veio ficar para sempre vai embora como se nunca mais fosse voltar...
De malas prontas o trem leva embora em direção ao infinito, quem nasceu para ganhar o mundo!

quarta-feira, 9 de março de 2011

As Cinzas da Quarta

As cinzas da quarta vão embora abrindo espaço para a chegada da quinta, como se um vento levasse todas as peripécias do carnaval, a festa do vale tudo, a senssação da quarta de cinzas lembra ressaca da terça de carnaval do gosto de alcool no sangue do beijo amargo de fumaça, do sono mal dormido e dos gritos desesperados de alegria...
As cinzas da quarta levam embora o que não aconteceu, os amores de verão, os beijos de solidão da multidão, nas cinzas deixemos ir o que não podemos levar, o que foi queimado na madrugada da terça do carnaval ninguem mais saberá, o sol nasce bem mais radiante ou são os olhos que estão bem mais sensiveis a radiação? 

As cinzas da quarta apagam o carnaval separam o bem do mal e o querer do não poder, as cinzas da quarta levam os foliões e as paixões temporárias e secam as contas bancárias...
É o fim do carnaval e o dia insiste em nascer e acorda quem não dormiu, a serpentina que secou largada ao chão se despede e a fantasia já não esconde mais quem a vestia, os tambores e batuques cessam e fazem silencio...
como em um momento solene as cinzas da terça são jogadas ao mar na quarta guardando a sete chaves os segredos do carnaval passageiro pois todo carnaval tem seu fim.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Música da Semana...Outras Frequencias, Engenheiros do Hawaii

Acrescentando a louvação as canções que indicarei também irei fazer minhas criticas a música em seus diversos apectos como a poesia composta nela, melodia e consequentemente a própria banda.




Outras Frequências

Engenheiros do Hawaii

Composição: Humberto Gessinger

Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.

O caminho mais curto, produto que rende mais.

Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.

Um tiro certeiro, modelo que vende mais.



Mas nós dançamos no silêncio,

choramos no carnaval.

Não vemos graça nas gracinhas da TV,

morremos de rir no horário eleitoral.



Seria mais fácil fazer como todo mundo faz,

sem sair do sofá, deixar a Ferrari pra trás.

Seria mais fácil, como todo mundo faz.

O milésimo gol sentado na mesa de um bar.



Mas nós vibramos em outra frequência,

sabemos que não é bem assim.

Se fosse fácil achar o caminho das pedras,

tantas pedras no caminho não seria ruim

 
---> Criticando
 
Bom, sempre quis analisar as músicas do Humberto sempre executadas e difundidas nos trabalhos dos Engenheiros do Hawaii considerada uma das melhores bandas da América Latina com suas letras e harmonias inovadores e cheias de personalidade.
 
"Outras Frequencias" vem propor e conta no ponto de vista plural de se viver a vida como se fosse o outro lado da moeda que aparentemente é o correto, analisando bem...O outro lado da moeda é o modo simples de se viver onde muitos brasileiros vivem, talvez até mesmo uma critica a facilidade que de certas vezes corrupta ou oportunista não sei ao certo o termo correto, acredito que nesse primeira estrofe é representada uma vida de empresários ou alguem do tipo.
O texto é escrito 1ª pessoa do plural portanto representa uma classe talvez uma classe social que vive o antonimo da vida perfeita mas que encontra a beleza na simplicidade como "chorar no carnaval e morrer de rir no horário eleitoral".
"Outras Frequencias"  apresenta a simplicidade de fatos inéditos e por que tambem não dizer históricos no ponto de vista do espectador, mas sempre alertando que a felicidade adiquirida com dinheiro não é a realidade do narrador. As letras do Humberto Gessinger são compostas com duplos sentidos inteligentes que exige uma vasta reflexão, no meu ponto de vista a letra apresenta uma questão social talvez o verdadeiro ponto de vista brasileiro de se viver.
Acompanhada de instumentos de orquestra e mesclados com solos de violões sempre marcado com a personalidade ritimica da bateria a melodia se constrói com uma bela harmonia aos ouvidos, a letra cantada por Humberto apresenta uma voz jovem uma verdadeira formação critica para seus fãs, uma banda madura com a cara jovem apresentando conteúdo em seus trabalhos.
Enfatizo também a base harmonica dos violinos, violas e violoncelos que atacam agressivamente com seu som de veludo a harmonia feita pelos demais instumentos.
Bom podem acrescentar mais comentários aqui essa foi minha visão tambem ainda to começando com esse negócio de critica espero que não tenha ido longe demais em minha analise.
 
Abração a todos!

Banda da Semana...Dona Cila do Coco


Em uma de minhas pesquisas a respeito da cultura de tradição no Brasil pude me maravilhar, cantar e dançar o côco em seus diversos seguimentos, de roda, praiero, zambê, de embola e outros. Representando essa tradição do nordeste brasileiro encontrei Dona Cila do Côco uma das maiores representações da tradição cultural que hoje ganha os palcos nordestinos e representa o cotidiano da sociedade do morro, da roça do Brasileiro através de suas canções.
Dona Cila do Côco mistura em sua musicalidade os batuques da tradição negra englobando Côco, Samba, tambor de criola, Jongo e outros diversos ritimos tocados nas sensalas espalhadas pelo Brasil.

Biografando...

Aos 71 anos, ex-lavadeira e ex merendeira de creche, Cecília Maria de Oliveira, a nossa Cila, é um puro exemplar de talento da cultura pernambucana. Começou a cantar cocos há mais de 25 anos, em sambadas que aconteciam e acontecem em Olinda, cidade onde nasceu. Profissionalmente, Cila está nos palcos há dez anos, começou com o Coco de Umbigada do Guadalupe e depois partiu para a carreira solo. Em 2000 participou de projetos de cultura popular, entre eles a Ciranda de Rítmos, no Recife e a Sexta da Véia, na Colônia dos Pescadores, Cantina Z4, em Olinda. Em 2001 Cila ganhou um prêmio especial do Concurso Talentos da Maturidade, do Banco Real, por meio de pout-pourri com as músicas Coco do Pneu, Medalha Dourada e Cavalheiro Rode a Dama. Desde então a artista vem se apresentando em festivais importantes tais como Rec Beat, Festa da Lavadeira, Fennearte e festividades do calendário anual: carnaval, São João e Natal. Cila do Coco participou ainda do cd da Nação Zumbi, Rádio Samba (Trama Gravadora), na faixa Caldo de Cana, participando inclusive de algumas apresentações da banda. Dona de um estilo próprio e inconfundível, com um exelente senso de improvisação, Cila do coco esbamja vitalidade nos palcos, com sua voz agudíssima e, da mesma forma, afinada. Graças a essa força na interpretação, a coquista foi convidada a gravar um disco inteiro com a banda belga Think of One. Cila também particpou da turnê de lançamento do cd, cantando com os garotos na Bélgica, Espanha, Croácia e Japão e retornando por mais dois anos consecutivos para repetir nesses países, o sucesso da primeira turnê. .


A Máquina do Tempo...

Tempo, tempo, tempo...tic, tac!! relógio de pulso, relógio de bolso, relógio de dedo, relógio da torre da matriz...todos passam rapidamente como se estivessem apressados em chegar logo...mas, chegar onde? onde o tempo quer chegar? onde os ponteiros param? na verdade eles não tem descanso eles trabalham uma vida inteira e morrem trabalhando, mas sei que eles nos envelhecem, transforma criança em adulto...
Essa coisa de máquina do tempo é uma louca viajem de uma alguem que nunca existiu se podessemos voltar ao tempo para corrigir erros, reviver momentos, salvar vidas...se Einten tivesse vivido mais um pouquinho acho que ele faria uma...
O tempo pode ser o maior inimigo do homem ele nos apressa a viver a vida sem degustar os mais simples e complexos sabores de se viver, passamos horas e horas frente a um computador e quando se vê já é madrugada, passamos anos e anos constuindo uma vida trabalhando duro e quando se vê já é seu velório...
Quando se vê o tempo passou! E passou rápido parece que ia pegar o Trem ou iria "tirar o pai da forca"...
Quando se vê estamos barbados usando fraudas novamente e esperando a morte chegar, quando se vê descobrimos várias doenças crônicas que desenvolvemos por causa daquelas bebedeiras de fim de semana, por causa daquele movimento repentino no trabalho, por causa daquele banho quente...Quando se vê vivemos tão rápido que é o fim da vida...
Começo a acreditar que realmente viveremos espiritualmente pois nada explica a simplicidade e a facilidade com que a rapidez da arte de viver acaba...
Quando se vê já é o fim do pensamento.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Exposição Fotográfica - "Nas Eiras e Beiras da Memória"


A exposição fotográfica “Nas Eiras e Beiras da Memória” é um conjunto de fotografias de fachadas, casarões, sobrados e igrejas que remontam os primeiros anos de Iguatu, atualmente tombadas pela lei municipal n° 635/99 de 28 de Outubro de 1999 reconhecendo na esfera municipal como patrimônio Histórico de Iguatu.
O principal objetivo é passear pelas fachadas desses espaços de memória vislumbrando o trabalho artístico da obra humana presente, a arte ganha vida e forma com as tonalidades das cores contrastando em meio ao centro urbano com o contemporâneo. As múltiplas expressões materiais e simbólicas que atestam as bases da identidade Iguatuense são conferidas em cada detalhe eternizado na fotografia.
Com este singular enredo a Exposição “Nas Eiras e Beiras da memória” é um tributo a genialidade arquitetônica presente no inicio do século em Iguatu que vem construindo ao longo dos anos a riqueza do patrimônio cultural da cidade.  

















Fotos: Michel Prudencio 
Todos os Direitos reservados, 2011

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Indicação de Filme...Mary and Max



Desenvolvido com a técnica do stop-motion e finalizado com a ajuda da computação gráfica, o filme é baseado em fatos reais, sobre a amizade entre uma menina australiana de 8 anos e um novaiorquino de 44. Ela é gordinha, desajeitada, muito curiosa; sua mãe é uma alcoólatra depressiva e seu pai trabalha numa fábrica de pregar cordões nos saquinhos de chá. Ele é um senhor que sofre da Síndrome de Asperger, recluso em sua casa, seus pensamentos lógicos e seu vício em cachorro quente de chocolate . Ambos são cheios de pensamentos filosóficos sobre a vida, que só diferenciam-se pela diferença etária. Quem nunca fez as perguntas de Mary quando criança? Quem nunca teve pensamentos de tangência com a teoria de Max, em algum momento da vida?
Inicialmente, é possível pensar que trata-se de uma animação de história engraçadinha e clichê, mas o que se vê é um drama cômico envolto por diversas camadas, que se mostram aos poucos para o público e impressiona pela densidade do roteiro e pelos rumos inesperados que história toma.
A animação tem como principal fonte de humor a complementação imagem-narração. A graça advém da irônica controvérsia entre o que é mostrado e o que é falado.
O filme critica a sociedade do pouco contato em que vivemos, mostrando os vícios e as fobias dos personagens, não só dos protagonistas como também dos coadjuvantes, como a mãe e o vizinho de Mary; a vizinha e os cidadãos que Max observa.
Mary “vê” tudo em tons marrons, enquanto que Max “vê” tudo em preto-e-branco. O que acontece quando as duas visões de mundo se encontram é tristonho, mas profundo e muito bonito. A sensação tida, quem sabe, pode ser a de comer leite condensado na lata, com o seu melhor amigo.
Como disse a escritora Ethel Mumford: “Deus nos dá familiares. Ainda bem que podemos escolher nossos amigos”.
Mary e Max, encantam e emocionam do começo ao fim, assim como a bela trilha sonora instrumental. Uma overdose muito bem vinda de originalidade.
Uma frase, aparentemente simples, dita pelo médico de Max, Dr Hazelhof, resume o filme: “a vida de todo mundo é como uma longa calçada. Algumas são bem pavimentadas, outras (…) têm fendas, cascas de banana e bitucas de cigarro”.
Se for para viver uma história linda e ímpar como a de Mary e Max, eu prefiro que a minha calçada seja bem defeituosa. Só procuraria um pouco de tinta para pintar o meio-fio!

UMA BOA SESSÃO A TODOS!
                                 

TRAILER LEGENDADO